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Release/Histórico
O que pode ser considerado rock’n roll nos dias de hoje? Muitos conceitos, gêneros, subgêneros. Muita maquiagem e muita uniformização comercial acabam escondendo a essência e a sinceridade das bandas. Mas uma coisa todos podem ter certeza, o Verbase é rock’n roll!
Assim como o Oasis, eles idolatram os Beatles, como o Lemonheads, se inspiram no Big Star, como o Teenage Fanclub, são fãs dos Byrds e entre esse elo que envolve sonoridades sessentistas e modernas estão presentes a atitude e a energia dos Stooges, New York Dolls e Buzzcocks, passando pelo pós-punk, sem esquecer da importância do rock brasileiro dos anos oitenta e da força das composições em português. Aliás, a banda surgiu em 1999, quando encerraram as atividades do Bughouse, na ativa desde o início da década de 90. A sonoridade continuou a mesma, porém deixaram as letras em inglês e assumiram a língua pátria. Como Bughouse, se apresentaram em importantes festivais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Participaram da coletânea “Different Songs” onde se juntaram a outras sete bandas brasileiras que cantavam em inglês. Esse lançamento, somado a duas demo-tapes fizeram com que a banda fosse um dos destaques da cena alternativa do Brasil, sendo muito elogiados em fanzines e até mesmo jornais e revistas de grande circulação como o Estado de Minas, Folha de São Paulo e Revista Showbizz.
A mudança para Verbase fez com que a banda ampliasse muito seu público, que agora podia cantar todas as letras nos shows muito mais à vontade. A formação sempre se manteve inalterada, com Anderson Badaró (guitarra e vocal), Márcio Chapa (baixo) e Fábio Gomes (bateria). A primeira demo do Verbase, lançada em 99 e intitulada “Quase desespero” chamou a atenção de Leonardo Panço e Rafael Ramos, na época sócios do selo Tamborete Entertainment. Ambos convidaram a banda a participar da coletânea “Apocalipse 2000”. Nesse projeto, dezenas de bandas do novo cenário brasileiro tinham um minuto para expressar seu som. O Verbase participou com a música “Ao longe” e mesmo com uma gravação simples, não fez feio entre nomes fortes como Inocentes, Dead Fish, Leela, CPM22, entre outros.
Também nessa época participaram do concorrido festival Bananada, em Goiânia e fizeram bons shows em São Paulo e no interior de Minas Gerais. Lançaram mais uma demo, gravada no Rio de Janeiro e conseguiram mais destaque. Seguiram-se alguns shows importantes e tiveram o convite da Tamborete para o lançamento do primeiro CD oficial. “A felicidade que se espera” saiu em junho de 2002 e teve a produção de Renato Rocha e Fábio Brasil, ambos músicos do grupo Detonautas Roque Clube. O disco mostra canções simples e despretensiosas, valorizando as melodias e os climas introspectivos, com uma temática que destaca as alegrias e fases melancólicas relacionadas ao amor. A qualidade das canções e a produção acima da média mais uma vez foi destaque na mídia especializada e a banda se apresentava agora em programas de tvs maiores (Jornal da MTV, Atitude.com, Rede Minas, TV Cultura, Rede Globo Minas) e abria s