Release/Histórico
Coletivo Rádio Cipó
Núcleo de Produção de Mídia Sonora
“Formigando na calçada do Brasil”
O Coletivo Radio Cipó é um núcleo de produção de mídia sonora aliado à tecnologia de áudio digital caseira na produção de pesquisas sonoras experimentais com o objetivo de divulgar essa produção para o Brasil e no exterior. O núcleo do CRC vem produzindo neste projeto músicas de autoria do Mestre Laurentino, Dona Onete, Mestre Bereco do grupo de carimbó Sancari e do próprio Coletivo Radio Cipó. Música feita através da parceria com a comunidade, integrando o popular e o moderno, bem como o urbano e o periférico compreendendo entre si o processo de crescimento e expansão da livre comunicação digital.
Aliado ao pensamento da coletividade, o projeto Coletivo RC vem gradativamente surtindo efeito, no que diz a respeito à mudança na qualidade de vida das pessoas e na sua melhor relação com o seu próprio meio. O CRC realiza, em fase experimental, ensaios livres junto com a comunidade (esses ensaios são realizados nas ruas do bairro da Pedreira), inserindo na periferia um canal de intercomunicação para a produção social, cultural, sonora e de entretenimento.
Musicalmente, podemos definir este projeto como uma fusão de atitudes e ritmos brasileiros e regionais (funk de morro, samba, pontos de terreiros, carimbó, batucadas, etc.) com experimentações sonoras de hip-hop, dub, breakbeats, jungle, ragga, rock, reggae jamaicano . A concepção musical do núcleo de produção é realizar interferência coletiva na cultura regional com a linguagem universal da música eletrônica.
O Coletivo Rádio Cipó tem a responsabilidade na qualidade deste projeto pela extrema importância para a cultura contemporânea musical brasileira, uma vez que tal projeto une a cultura de personalidades oriundas do interior do estado, desconhecidas pela mídia, pelo povo e pela cultura do seu próprio meio. E que tem no Coletivo RC a oportunidade de somar as suas experiências e contribuir que sua arte seja recriada para a produção de novas expressões culturais.
A música brasileira é valorizada pela sua diversidade cultural, constituindo em estoque fundamental de simbologias de nossa identidade. Esta é, sem dúvida, uma sinergia absoluta na criação da música regionalista, brasileira e universal, resultando em um grande multiculturalismo.
No livro Arte e Desenvolvimento escrito por João de Jesus Paes Loureiro, lançado pelo Instituto de Artes do Pará, explicam que o multiculturalismo está sendo uma tendência do mundo atual. Esta pluralidade cultural, não é no sentido de aculturação. “A aculturação foi o embrião histórico do multiculturalismo atual. Significava a produção de novas expressões da cultura através da soma de outras culturas, no conflito de relações”. É a própria cultura conduzindo, simultaneamente, a multiplicidade do conjunto de ações e reações de várias outras culturas. Paes Loureiro ainda cita que a criação de uma convivência de opostos ou de diferentes defini um novo ethos pluricultural na expressão da arte.
“É necessário que o contato entre várias culturas, entre várias técnicas,entre várias épocas se intensifique para que a identidade se eduque, se dinamize e se forme para a diversidade”. – João de Jesus Paes Loureiro em seu livro Arte e Desenvolvimento.
A liberdade de usar a tecnologia a serviço da criatividade é um importante processo de democratização cultural em que vivemos. A produção musical passa por uma revolução onde a tecnologia e o acesso a internet ainda não são bens comuns para a comunidade periférica. A divisão digital é uma ameaça para a igualdade social. Este projeto visa atingir suas pesquisas sonoras sobre os diversos aspectos da relação das novas tecnologias de comunicação e informação na cultura musical brasileira.
Show: Lançamento do primeiro CD "RadioCipó" no Bar Drum´n´bar, Seresta do Carmo, anfiteatro da praça da República, Mídia Tática Brasil em São Paulo apoiado pelo Minis